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Está na hora dos campeonatos estaduais acabarem

Corinthians é o atual campeão paulista. (Gazeta Press / Reprodução)
Corinthians é o atual campeão paulista. (Gazeta Press / Reprodução)

 

Todo começo de ano, o debate esportivo no Brasil acaba batendo na mesma tecla: está na hora dos Estaduais acabarem? O desinteresse do público somado ao calendário inchado e ao pouco tempo para a pré-temporada atrapalham demais o desenvolvimento de uma das paixões mais antigas do brasileiro.

É verdade que os Estaduais não são mais relevantes como no passado. E que os clubes grandes dão cada vez menos atenção a eles. Mas em nome dos clássicos e da sobrevivência das equipes menores, acabar com eles ainda não é uma solução inteligente.

Médias irrelevantes de público

Vamos aos fatos. A média de público não é relevante ou sustentável o suficiente. Vejamos os quatro campeonatos com melhor número de torcedores em 2017. São Paulo liderou com média de 9,7 mil, seguido de longe pelo Mineiro (5,4 mil), Gaúcho (4,6 mil) e o Carioca (4,3 mil).

Dentre os Estaduais com representantes na elite nacional, o Pernambucano foi o último, com apenas 1,6 mil de média de público em 2017. Muito pouco. Contudo, a questão vai além da ocupação de arquibancada.

A premiação

A premiação é importante para manter os grandes focados no jogo. No Rio, o campeão de cada turno leva 1 milhão de reais. O vencedor do torneio geral fica com mais 3. Em São Paulo, o campeão vai receber 5 milhões de reais da Federação.

No Rio Grande do Sul, em 2017, não houve premiação para o campeão, o Novo Hamburgo. Entretanto, os clubes da primeira divisão dividiram as cotas de transmissão (12 milhões de reais para Grêmio e Internacional, 1,5 milhão para Brasil de Pelotas e Juventude, 1 milhão para o restante). A medida serve bem para os pequenos, nesse molde.

Prioridades

Objetivamente falando, montar um time para jogar um torneio que só esquenta na fase de mata-mata é um pesadelo para a preparação. Encurta-se a pré-temporada e ainda obriga os clubes grandes a priorizar outras competições a nível nacional ou internacional. Isso explica os reservas ou sub-23 jogando em mais da metade dos Estaduais.

O Paulista, que em tese é o que paga mais em premiação propriamente dita, tem uma lista de inscrição limitada a 27 atletas, sendo 20 profissionais e mais sete da base. É impossível para uma equipe que joga o Paulistão escalar apenas os juvenis, como ocorre em outros estados.

Soluções

Sabendo que o poder político das federações impediria qualquer tentativa de extinção dos Estaduais, podemos pensar como seria a reorganização desses torneios como mata-matas, privilegiando os grandes, que entrariam a partir da segunda ou terceira fase.

Esse modelo funciona na Copa da Inglaterra e não exclui a possibilidade de uma zebra. Sugere-se também a divisão de cotas de transmissão entre participantes, para que os clubes pequenos não sejam lesados se forem eliminados muito cedo.

Outra medida são as fases de grupos mais curtas, com menos jogos entre os times até a definição dos classificados. A equação aqui é diminuir o número de partidas irrelevantes e as por mera obrigação de tabela.

Para os grandes, um calendário mais enxuto serve para testar bem o elenco titular e não desgastar os jogadores na reta final do ano, de setembro em diante, quando começam as decisões. O próprio Brasileirão poderia ser mais espaçado nesse modelo.

 

Fonte: Yahoo.

 


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