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PF pede prorrogação ao STF de inquérito contra Temer

Temer faz discurso no Palácio do Planalto. REUTERS/Adriano Machado. (REPRODUÇÃO)
Temer faz discurso no Palácio do Planalto. REUTERS/Adriano Machado. (REPRODUÇÃO)

 

O delegado Cleyber Malta Lopes, da Polícia Federal, pediu nesta terça-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação por 60 dias do inquérito dos portos, a única investigação em curso contra o presidente Michel Temer, afirmou à Reuters um fonte familiarizada com as investigações.

Caberá ao ministro do Supremo Roberto Barroso decidir se aceita ou não o pedido da PF. O pedido de prorrogação era esperado, uma vez que há uma série de diligências a serem cumpridas ainda, segundo a fonte.

Essa investigação está envolta em polêmica desde que o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, disse em entrevista exclusiva à Reuters que não tinha encontrado indícios de corrupção no inquérito dos portos e indicou tendência de arquivamento do mesmo. Ele também destacou que o delegado responsável pelo caso pode ser questionado pela Corregedoria da PF e até mesmo punido pelos questionamentos feitos a Temer, se houver uma reclamação formal da parte do presidente.

As declarações de Segovia geraram forte reação interna de delegados da PF, entre outras autoridades.

Na segunda-feira, após ter sido intimado por Barroso a se explicar, Segovia disse ao ministro do STF que não quis “em momento algum” interferir no andamento do inquérito dos portos, antecipar conclusões ou induzir o arquivamento do caso.

A íntegra das declarações de Segovia ao ministro do STF não foram divulgadas. Em um despacho no qual resumiu o encontro, Barroso relatou que o diretor-geral da PF apresentou-lhe um ofício no qual prestou esclarecimentos sobre a entrevista concedida à Reuters e amplamente divulgada pela imprensa. Também apresentou a transcrição da entrevista ao ministro do Supremo.

Na linha de defesa que adotou após os desdobramentos da entrevista, Segovia disse que “suas declarações foram distorcidas e mal interpretadas”, segundo o relato de Barroso.

Disse que “em momento algum pretendeu interferir no andamento do inquérito, antecipar conclusões ou induzir o arquivamento”. Também disse que “não teve a intenção de ameaçar com sanções o delegado encarregado, tendo também aqui sido mal interpretado”. Por último, afirmou que “se compromete a não fazer qualquer manifestação a respeito dos fatos objeto da apuração”.

Após o breve relato das considerações feitas por Segovia no despacho, Barroso determinou que a manifestação escrita dele seja juntada ao inquérito dos portos. Ele decidiu remeter cópia das declarações à PF, onde se encontram os autos da investigação.

O ministro do Supremo também decidiu dar ciência das declarações ao Ministério Público Federal, órgão responsável por conduzir as investigações.

 

Fonte: MSN.


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