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Alagoanos deverão comprar menos ovos de páscoa neste ano

páscoa

Foto: Divulgação.

Não dá pra negar. Mesmo após a crise econômica brasileira apresentar melhoras, ela continua afetando o bolso dos brasileiros. Com isso, vários alagoanos continuam com mudanças de hábito, mas desta vez, na páscoa. De acordo com o economista Cícero Péricles, são 26 meses de queda no consumo dos alagoanos, ou seja, desde dezembro de 2014. Resultado disso tudo? Menos ovos de páscoa serão comprados durante a época.

Segundo Cícero, esse ano é o terceiro ano seguido de crescimento ruim durante o período da páscoa, o que configura um aumento de 0,4% de aumento negativo.

João Carlos, de 21 anos, é estudante de direito, trabalha durante o dia e mora com os pais. Para ele, o preço dos ovos de páscoa, durante os últimos anos, têm sido um fator determinante na hora da compra.

”Temos que ter uma educação financeira. Geralmente, por exemplo, quando eu vou comprar um ovo de páscoa para minhas sobrinhas, eu olho se o produto oferece um produto legal e se o preço corresponde a qualidade que ele expõe. Mesmo assim, o preço está muito alto e, provavelmente, não vou comprar a quantidade que comprei nas outras páscoas. Vou procurar economizar, porque isso não é exatamente uma prioridade”, expôs.

João Carlos não está sozinho com essa opinião. Além dele, Luiz Matias não vai só economizar na hora dos ovos de páscoa, mas vai evitar a alta compra destes produtos. De acordo com Luiz, ele ganha aproximadamente quatro mil reais por mês e tem dois filhos. Apesar de possuir uma renda extra, ele conta que não haverá excesso de chocolate neste ano.

”Não vou comprar ovos como antes. Temos que economizar, pois, os tempos não estão fáceis na nossa economia. Não sabemos se amanhã o Brasil vai ter uma queda na economia ou um aumento. Nós precisamos nos preparar para as mudanças econômicas”, expôs.

Corte de gastos

O economista Cícero Péricles informou que o contexto atual dos alagoanos e de muitos brasileiros é conter gastos e, não gastar com coisas que não seria prioridade no orçamento familiar. ”As pessoas estão priorizando comprar a alimentação básica, por conta do poder de compra, que também diminui. Então, esses gastos são os primeiros a serem cortados na hora de fazer as compras”, explicou.

Queda no consumo

Segundo Cícero, um dos grandes fatores para queda no consumo foi o desemprego, que diminuiu o poder de compra do consumidor, a ponta de restringir a renda familiar. ”Este é um grande indicador para tal problema. Isso ajuda na menor circulação do dinheiro e, consequentemente, na renda da população”, informou.

Cícero explicou que outro fator determinante para a queda do consumo, inclusive, nas classes menos favorecidas, foi o corte do Bolsa Família, para mais de 60 mil pessoas no estado de Alagoas. ”Esse fator também é um dos indicadores que movimentam a economia. Com sua queda, a economia também desequilibra, de certa forma”, disse.

Somente no ano passado, o Brasil perdeu cerca de 1,3 milhões de vagas de emprego formal. Principalmente no ano passado, os efeitos da crise foram sentidos de forma ampla, pelo serviço público e pela população em geral. Nesse contexto, o Governo Federal precisou articular uma adaptação, a fim de melhorar a realidade financeira em que se encontrava o país. Até o final do ano passado, aproximadamente 12 milhões de pessoas estavam desempregadas no país.

 

Fonte: Gazeta.


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